Espaço dedicado ao conteúdo Agricola e Ambiental defendendo a produção de alimentos aliada a preservação Ambiental de forma a sustentar o meio ambiente e a vida na Terra.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Plantio define produtividade do milho safrinha
Sementes plantadas o mais cedo possível dentro do período indicado garantem produção de até 130 sacos por hectare
Em época de milho safrinha, é importante que alguns cuidados de manejo sejam postos em prática. Eles podem garantir a sanidade da plantação e a produtividade esperada. Uma das principais medidas que deve ter atenção do produtor é o plantio na época adequada. Ele deve ser feito o mais cedo possível dentro do período indicado, o que garante a produtividade de até 130 sacos por hectare. Segundo José Carlos Cruz, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, por ser um milho plantado fora da época normal, há grande possibilidade de produtores de milho safrinha encontrarem problemas de falta de água.
— O produtor deve evitar os solos mais arenosos. Na realidade, o planejamento de plantio de milho safrinha começa quando o produtor está plantando, por exemplo, a soja no verão. Os produtores que pretendem plantar milho safrinha, devem adquirir cultivares de soja com ciclo de aproximadamente 110 dias e plantá-la no período adequado para conseguir um plantio de milho safrinha no mês de fevereiro — explica o pesquisador.
De acordo com ele, todas as medidas que servirem para aumentar a disponibilidade de água no solo devem ser feitas. A partir daí, o produtor deve ter cuidado com o tipo de solo e utilizar o plantio direto.
— Quanto ao espaçamento, não há nenhuma modificação, o que traz ao produtor a vantagem da praticidade. O único ajuste a ser feito é na densidade do plantio. Normalmente, ela é 20% menor do que a utilizada na safra. Já com relação à adubação, como a perspectiva de produtividade é menor, a quantidade de adubo aplicado também é menor — conta.
Quando o assunto são as pragas, os cuidados são os mesmos. Cruz diz que no caso do milho, hoje, a semente transgênica é 60% mais usada que a semente convencional. Com isso, a lagarta, uma das principais pragas da cultura, deixou de ser um problema. No entanto, o produtor precisa fazer um monitoramento da lavoura porque existem ainda outras pragas secundárias de relativa seriedade.
—Mesmo plantando sementes transgênicas, o agricultor precisa fazer o tratamento delas. Ele deve verificar qual praga é mais comum em sua região para realizar o tratamento adequado — orienta.
Ainda segundo o entrevistado, na safrinha, a maior preocupação é o plantio, que deve ser feito o mais cedo possível dentro da época recomendada. Ele conta que os produtores que plantam na época recomendada têm atingido uma produção de até 130 sacos de milho por hectare.
— Percebe-se que o produtor está bem profissionalizado. No entanto, deve procurar assistência de profissionais especializados — conclui.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Milho e Sorgo através do número (31) 3027-1100.
Em época de milho safrinha, é importante que alguns cuidados de manejo sejam postos em prática. Eles podem garantir a sanidade da plantação e a produtividade esperada. Uma das principais medidas que deve ter atenção do produtor é o plantio na época adequada. Ele deve ser feito o mais cedo possível dentro do período indicado, o que garante a produtividade de até 130 sacos por hectare. Segundo José Carlos Cruz, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, por ser um milho plantado fora da época normal, há grande possibilidade de produtores de milho safrinha encontrarem problemas de falta de água.
— O produtor deve evitar os solos mais arenosos. Na realidade, o planejamento de plantio de milho safrinha começa quando o produtor está plantando, por exemplo, a soja no verão. Os produtores que pretendem plantar milho safrinha, devem adquirir cultivares de soja com ciclo de aproximadamente 110 dias e plantá-la no período adequado para conseguir um plantio de milho safrinha no mês de fevereiro — explica o pesquisador.
De acordo com ele, todas as medidas que servirem para aumentar a disponibilidade de água no solo devem ser feitas. A partir daí, o produtor deve ter cuidado com o tipo de solo e utilizar o plantio direto.
— Quanto ao espaçamento, não há nenhuma modificação, o que traz ao produtor a vantagem da praticidade. O único ajuste a ser feito é na densidade do plantio. Normalmente, ela é 20% menor do que a utilizada na safra. Já com relação à adubação, como a perspectiva de produtividade é menor, a quantidade de adubo aplicado também é menor — conta.
Quando o assunto são as pragas, os cuidados são os mesmos. Cruz diz que no caso do milho, hoje, a semente transgênica é 60% mais usada que a semente convencional. Com isso, a lagarta, uma das principais pragas da cultura, deixou de ser um problema. No entanto, o produtor precisa fazer um monitoramento da lavoura porque existem ainda outras pragas secundárias de relativa seriedade.
—Mesmo plantando sementes transgênicas, o agricultor precisa fazer o tratamento delas. Ele deve verificar qual praga é mais comum em sua região para realizar o tratamento adequado — orienta.
Ainda segundo o entrevistado, na safrinha, a maior preocupação é o plantio, que deve ser feito o mais cedo possível dentro da época recomendada. Ele conta que os produtores que plantam na época recomendada têm atingido uma produção de até 130 sacos de milho por hectare.
— Percebe-se que o produtor está bem profissionalizado. No entanto, deve procurar assistência de profissionais especializados — conclui.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Milho e Sorgo através do número (31) 3027-1100.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Biodigestor faz produtor rural economizar
Utilizando dejetos suínos, técnica produz metano, que pode ser utilizado na propriedade como combustível
Muito difundida na China e na Índia, a tecnologia de utilização de biodigestores é capaz de beneficiar o produtor rural, além de contribuir para a conservação ambiental. O biodigestor oferece o destino correto para os dejetos animais, produzindo o chamado biofertilizante e melhorando a produção agrícola. Além disso, a técnica produz o biogás, que pode aumentar a economia na propriedade e reduzir os impactos ambientais. No Brasil, já existem experimentos do tipo, como é o caso do Projeto Boa Esperança, realizado pela Embrapa Meio Norte em uma propriedade rural no Piauí, que visa exatamente apresentar essa técnica aos produtores. Nesse caso, o projeto utiliza dejetos suínos.
Segundo Robério Sobreira, zootecnista da Embrapa Meio Norte, a experiência realizada pela empresa tem algumas particularidades. Ela é voltada para o agricultor familiar de baixa renda e a pequena criação de suínos.
— Onde foi instalado, o agricultor conta com um plantel que varia entre 4 a 6 matrizes. Todos os dejetos estavam sendo carreados para um riacho que corta a comunidade. O uso do biodigestor atendeu, portanto, a duas situações. Ele recebeu esses dejetos da pequena criação de suínos por um processo de fermentação anaeróbica, onde grande parte dos microorganismos são destruídos — conta o zootecnista.
De acordo com ele, quando o processo de entrada de fezes e urina de suínos acontece no biodigestor, o material originado é o chamado biofertilizante. O produtor passa a contar então com um valioso produto para a adubação das suas lavouras.
— Além disso, esse processo forma gases, predominantemente o metano. Portanto, entre os gases produzidos, aproximadamente 70% é um gás com capacidade combustível. O produtor pode, portanto, utilizar esse gás em um próprio fogão de cozinha com apenas alguns ajustes, como o que aconteceu na propriedade — conta.
Sobreira diz que a ideia é trabalhar com 40kg de dejetos de suínos por dia. Isso é capaz de fornecer 2m³ de gás metano. No entanto, as principais metas desse trabalho são a utilização do gás, o que gera economia para o agricultor familiar, e a não contaminação do ambiente com os dejetos.
O projeto ainda está em fase de apresentação. No entanto, para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Meio Norte através do número (86) 3089-9100.
Muito difundida na China e na Índia, a tecnologia de utilização de biodigestores é capaz de beneficiar o produtor rural, além de contribuir para a conservação ambiental. O biodigestor oferece o destino correto para os dejetos animais, produzindo o chamado biofertilizante e melhorando a produção agrícola. Além disso, a técnica produz o biogás, que pode aumentar a economia na propriedade e reduzir os impactos ambientais. No Brasil, já existem experimentos do tipo, como é o caso do Projeto Boa Esperança, realizado pela Embrapa Meio Norte em uma propriedade rural no Piauí, que visa exatamente apresentar essa técnica aos produtores. Nesse caso, o projeto utiliza dejetos suínos.
Segundo Robério Sobreira, zootecnista da Embrapa Meio Norte, a experiência realizada pela empresa tem algumas particularidades. Ela é voltada para o agricultor familiar de baixa renda e a pequena criação de suínos.
— Onde foi instalado, o agricultor conta com um plantel que varia entre 4 a 6 matrizes. Todos os dejetos estavam sendo carreados para um riacho que corta a comunidade. O uso do biodigestor atendeu, portanto, a duas situações. Ele recebeu esses dejetos da pequena criação de suínos por um processo de fermentação anaeróbica, onde grande parte dos microorganismos são destruídos — conta o zootecnista.
De acordo com ele, quando o processo de entrada de fezes e urina de suínos acontece no biodigestor, o material originado é o chamado biofertilizante. O produtor passa a contar então com um valioso produto para a adubação das suas lavouras.
— Além disso, esse processo forma gases, predominantemente o metano. Portanto, entre os gases produzidos, aproximadamente 70% é um gás com capacidade combustível. O produtor pode, portanto, utilizar esse gás em um próprio fogão de cozinha com apenas alguns ajustes, como o que aconteceu na propriedade — conta.
Sobreira diz que a ideia é trabalhar com 40kg de dejetos de suínos por dia. Isso é capaz de fornecer 2m³ de gás metano. No entanto, as principais metas desse trabalho são a utilização do gás, o que gera economia para o agricultor familiar, e a não contaminação do ambiente com os dejetos.
O projeto ainda está em fase de apresentação. No entanto, para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Meio Norte através do número (86) 3089-9100.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Camomila é calmante e digestiva
Apesar dos benefícios que traz à saúde, a planta ainda é pouco cultivada no Brasil

Trabalhos de seleção genética realizados em todo o mundo resultaram em variedades de alto rendimento da camomila (Matricaria chamomilla), cultura que ainda teve a seu favor a introdução da colheita mecanizada. O aumento da produtividade levou a erva a ganhar mais espaço.No Brasil, a camomila é a planta medicinal mais cultivada.
O plantio de camomila por aqui, no entanto, ainda é pequeno. A principal região produtora está localizada no entorno das cidades paranaenses de Mandirituba e São José dos Pinhais, onde mudas foram introduzidas por imigrantes poloneses e italianos. Naquela região, são manejados de 500 a 700 hectares por uma média de 80 a 100 agricultores, que produzem entre 450 e 500 quilos de flores secas por hectare.
O pequeno número de produtores no país restringe a disponibilidade de sementes selecionadas no mercado, dificultando a expansão do cultivo. A escassez da matéria-prima traz uma oportunidade para quem planeja fazer da atividade uma fonte de renda, inclusive com a produção de sementes.
Da camomila pode-se fazer chá calmante e digestivo com benefícios para consumidores de todas as idades. Seu efeito contribui para aliviar desde cólicas em bebês até o estresse provocado nas pessoas pela vida agitada. Ainda contém propriedades que fornecem ação anti-inflamatória e antisséptica. O chá também serve para realçar o tom dourado de cabelos louros. Em compressas, suaviza olheiras e inchaço dos olhos. Na indústria de cosméticos, o óleo essencial da camomila, chamado azuleno, é ingrediente ativo de vários produtos.
Composta de miúdas e levemente perfumadas flores de cor branca com miolo amarelo, a camomila pode ser usada como ornamentação. Semelhantes a margaridas em miniaturas, enfeita ambientes quando dispotas em canteiros ou vasos. Planta anual herbácea e muito ramificada, a camomila pode alcançar até 60 centímetros de altura. Embora seja resistente a pragas e doenças, necessita de cuidados no plantio. A gradagem pré-semeadura, por exemplo, ajuda a controlar a incidência de ervas invasoras na área do cultivo.
Fonte:Globo Rural On-line - João Mathias | Pedro Melilo de Magalhães
Trabalhos de seleção genética realizados em todo o mundo resultaram em variedades de alto rendimento da camomila (Matricaria chamomilla), cultura que ainda teve a seu favor a introdução da colheita mecanizada. O aumento da produtividade levou a erva a ganhar mais espaço.No Brasil, a camomila é a planta medicinal mais cultivada.
O plantio de camomila por aqui, no entanto, ainda é pequeno. A principal região produtora está localizada no entorno das cidades paranaenses de Mandirituba e São José dos Pinhais, onde mudas foram introduzidas por imigrantes poloneses e italianos. Naquela região, são manejados de 500 a 700 hectares por uma média de 80 a 100 agricultores, que produzem entre 450 e 500 quilos de flores secas por hectare.
O pequeno número de produtores no país restringe a disponibilidade de sementes selecionadas no mercado, dificultando a expansão do cultivo. A escassez da matéria-prima traz uma oportunidade para quem planeja fazer da atividade uma fonte de renda, inclusive com a produção de sementes.
Da camomila pode-se fazer chá calmante e digestivo com benefícios para consumidores de todas as idades. Seu efeito contribui para aliviar desde cólicas em bebês até o estresse provocado nas pessoas pela vida agitada. Ainda contém propriedades que fornecem ação anti-inflamatória e antisséptica. O chá também serve para realçar o tom dourado de cabelos louros. Em compressas, suaviza olheiras e inchaço dos olhos. Na indústria de cosméticos, o óleo essencial da camomila, chamado azuleno, é ingrediente ativo de vários produtos.
Composta de miúdas e levemente perfumadas flores de cor branca com miolo amarelo, a camomila pode ser usada como ornamentação. Semelhantes a margaridas em miniaturas, enfeita ambientes quando dispotas em canteiros ou vasos. Planta anual herbácea e muito ramificada, a camomila pode alcançar até 60 centímetros de altura. Embora seja resistente a pragas e doenças, necessita de cuidados no plantio. A gradagem pré-semeadura, por exemplo, ajuda a controlar a incidência de ervas invasoras na área do cultivo.
Fonte:Globo Rural On-line - João Mathias | Pedro Melilo de Magalhães
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Brasil já fabrica mais de 2 milhões de embalagens recicladas para agrotóxicos
A Ecoplástica Triex é a única no mundo feita com 80% de resina reciclada dos próprios galões de defensivos agrícolas
Campo Limpo Reciclagem & Transformação de Plásticos
Foi com esse objetivo que a empresa desenvolveu uma embalagem produzida a partir da reciclagem dos galões de defensivos agrícolas feitos de plástico rígido. “A Ecoplástica Triex é a única embalagem de agrotóxicos do mundo feita com 80% de material reciclado”, afirma João Cesar Rando, presidente da Campo Limpo. A empresa espera fechar 2011 com a produção de 2 milhões de embalagens de 20 litros.
Como explica Rando, o que, a princípio, era um problema para o setor, transformou-se em mais uma forma de ganhar dinheiro. “Conseguimos encontrar uma forma de dar destinação ambientalmente correta às embalagens e ainda capturar valor dentro da cadeia”, explica. A cada 100 embalagens Ecoplástica de 20 litros produzidas, evita-se a emissão de 3,6 quilos de CO2 equivalente na atmosfera. Hoje, a empresa confecciona envases de 5 e 20 litros.
Reciclagem e produção da embalagem Ecoplástica Triex
Uma das primeiras empresas do ramo de defensivos agrícolas a substituir os galões de herbicidas pela Ecoplástica Triex foi a Monsanto. “A embalagem já está sendo usada em 30% do volume de produção envasada em recipientes de 20 litros”, afirmou Leonardo Mattos, gerente-geral da unidade de São José dos Campos. Também já aderiram à embalagem reciclada empresas como Syngenta, FMC e Ihara
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Monitoramento verifica agrotóxicos em vegetais
Globo Rural On-line - Da Redação
Arroz, batata, café, feijão e tomate apresentaram índice 100% dentro dos padrões
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou nesta quarta-feira (16/11), o resultado do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal, que monitorou a quantidade de resíduos de agrotóxicos e de contaminantes em 23 produtos de origem vegetal na safra 2010/2011.
Foram avaliadas as culturas de arroz, batata, café, feijão e tomate e 100% apresentaram resultados dentro dos padrões. O trabalho de monitoramento também mostrou alto índice de conformidade em maçãs (99,13%), mamão (97,57%) e milho (96,15%). Banana, limão/lima, manga, melão e uva, ficaram acima de 90% de conformidade.
Pimentão, morango, abacaxi, alface, amendoim, castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa), laranja, pimenta-do-reino, soja e trigo são os demais produtos que fazem parte do estudo. No caso dos grãos, a análise também monitora a substância aflatoxina, causada por fungos e favorecida pelo excesso de umidade. Arroz, feijão e milho não tiveram amostras fora do padrão.
O Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal existe desde 2009. O resultado é usado como base para a tomada de ações pelo governo federal e pelos governos estaduais para corrigir as não-conformidades por meio de ações fiscais e de educação para o uso correto dos agrotóxicos. A Instrução Normativa N. º 25/2011 que contém o planejamento das coletas de produtos para a safra 2011/2012 foi publicada em agosto e prevê que sejam recolhidas 2.160 amostras, envolvendo 21 estados brasileiros.
Confira o resultado completo do estudo na Instrução Normativa Nº 40.
Foram avaliadas as culturas de arroz, batata, café, feijão e tomate e 100% apresentaram resultados dentro dos padrões. O trabalho de monitoramento também mostrou alto índice de conformidade em maçãs (99,13%), mamão (97,57%) e milho (96,15%). Banana, limão/lima, manga, melão e uva, ficaram acima de 90% de conformidade.
Pimentão, morango, abacaxi, alface, amendoim, castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa), laranja, pimenta-do-reino, soja e trigo são os demais produtos que fazem parte do estudo. No caso dos grãos, a análise também monitora a substância aflatoxina, causada por fungos e favorecida pelo excesso de umidade. Arroz, feijão e milho não tiveram amostras fora do padrão.
O Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal existe desde 2009. O resultado é usado como base para a tomada de ações pelo governo federal e pelos governos estaduais para corrigir as não-conformidades por meio de ações fiscais e de educação para o uso correto dos agrotóxicos. A Instrução Normativa N. º 25/2011 que contém o planejamento das coletas de produtos para a safra 2011/2012 foi publicada em agosto e prevê que sejam recolhidas 2.160 amostras, envolvendo 21 estados brasileiros.
Confira o resultado completo do estudo na Instrução Normativa Nº 40.
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
Biomas brasileiros
O IBAMA/MMA, juntamente com a organização não-governamental WWF Brasil, a partir de 1998, desenvolveram os estudos de representatividade ecológica para os ecossistemas brasileiros. O estudo já apontou a existência de 49 ecorregiões e concluiu que, o Brasil – ao se considerar as unidades de conservação de proteção integral federais–, além de ser um dos países com a menor porcentagem de áreas especialmente protegidas, apenas 1,99%, tem esta rede mal distribuída entre seus biomas. Dentre outras conclusões, o estudo demonstrou que o Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro, é um dos mais ameaçados do mundo e tem somente 0,85% de sua área em unidades de conservação. O bioma Mata Atlântica, o mais ameaçado de todos, com apenas 73% da sua cobertura original, tem 0,69% de áreas especialmente protegidas. O bioma Caatinga possui, também, apenas 0,65% conservado por unidades de conservação.
O Brasil é o país de maior biodiversidade do Planeta. Foi o primeiro signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), e é considerado megabiodiverso – país que reúne ao menos 70% das espécies vegetais e animais do Planeta –, pela Conservation International (CI).
A biodiversidade pode ser qualificada pela diversidade em ecossistemas, em espécies biológicas, emendemismos e em patrimônio genético.
A biodiversidade pode ser qualificada pela diversidade em ecossistemas, em espécies biológicas, emendemismos e em patrimônio genético.
Devido a sua dimensão continental e à grande variação geomorfológica e climática, o Brasil abriga sete biomas, 49 ecorregiões, já classificadas, e incalculáveis ecossistemas.
A biota terrestre possui a flora mais rica do mundo, com até 56.000 espécies de plantas superiores, já descritas; acima de 3.000 espécies de peixes de água doce; 517 espécies de anfíbios; 1.677 espécies de aves; e 518 espécies de mamíferos; pode ter até 10 milhões de insetos.
É preciso lembrar que abriga, também, a maior rede hidrográfica existente e uma riquíssima diversidade sociocultural.
A biota terrestre possui a flora mais rica do mundo, com até 56.000 espécies de plantas superiores, já descritas; acima de 3.000 espécies de peixes de água doce; 517 espécies de anfíbios; 1.677 espécies de aves; e 518 espécies de mamíferos; pode ter até 10 milhões de insetos.
É preciso lembrar que abriga, também, a maior rede hidrográfica existente e uma riquíssima diversidade sociocultural.
Os estudos de representatividade ecológica levam em consideração diversos elementos tais como, riqueza biológica, vegetação, biogeografia, distribuição de áreas protegidas e antropismo.
Os estudos de representatividade têm por objetivo verificar como os diversos ecossistemas – biomas, ecorregiões e biorregiões – estão sendo representados por meio de ações conservacionistas como áreas protegidas, corredores ecológicos, projetos de preservação de espécies etc. Obtém-se, assim, uma identificação e análise de lacunas, que deverão ser consideradas na definição de prioridades de conservação.
Os métodos de identificação de ecorregiões, análise de lacunas, gestão biorregional e ecorregional, estão sendo empregados pelas principais instituições conservacionistas mundiais, o que resulta na padronização de procedimentos e eficiência nas ações.
Entende-se por ecorregião um conjunto de comunidades naturais, geograficamente distintas, que compartilham a maioria das suas espécies, dinâmicas e processos ecológicos, e condições ambientais similares, que são fatores críticos para a manutenção de sua viabilidade a longo prazo (Dinnerstein,1995)
Os estudos de representatividade têm por objetivo verificar como os diversos ecossistemas – biomas, ecorregiões e biorregiões – estão sendo representados por meio de ações conservacionistas como áreas protegidas, corredores ecológicos, projetos de preservação de espécies etc. Obtém-se, assim, uma identificação e análise de lacunas, que deverão ser consideradas na definição de prioridades de conservação.
Os métodos de identificação de ecorregiões, análise de lacunas, gestão biorregional e ecorregional, estão sendo empregados pelas principais instituições conservacionistas mundiais, o que resulta na padronização de procedimentos e eficiência nas ações.
Entende-se por ecorregião um conjunto de comunidades naturais, geograficamente distintas, que compartilham a maioria das suas espécies, dinâmicas e processos ecológicos, e condições ambientais similares, que são fatores críticos para a manutenção de sua viabilidade a longo prazo (Dinnerstein,1995)
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1. Sudoeste da Amazônia | 2. Várzeas de Iquitos |
3. Florestas do Caqueta | 4. Campinaranas de Alto Rio Negro |
5. Interflúvio do Japurá/Solimões-Negro | 6. Interflúvio do Solimões/Japurá |
7. Várzeas do Purus | 8. Interflúvio do Juruá/Purus |
9. Interflúvio do Purus/Madeira | 10. Várzeas de Monte Alegre |
11. Interflúvio do Negro/Branco | 12. Florestas de Altitude das Guianas |
13. Savanas das Guianas | 14. Florestas das Guianas |
15. Tepuis | 16. Interflúvio do Uamatá/Trombetas |
17. Interflúvio do Madeira/Tapajós | 18. Interflúvio do Tapajós/Xingu |
19. Várzeas do Gurupá | 20. Interflúvio do Xingu/Tocantins-Araguaia |
21. Várzeas do Marajó | 22. Interflúvio do Tocantins-Araguaia/Maranhão |
23. Florestas Secas de Chiquitano | 24. Cerrado |
25. Pantanal | 26. Chaco Úmido |
27. Campos Sulinos | 28. Florestas de Araucária |
29. Florestas do Interior do Paraná/Paranaíba | 30. Florestas Costeiras da Serra do Mar |
31. Campos Ruprestes | 32. Florestas Costeiras da Bahia |
33. Florestas do Interior da Bahia | 34. Florestas Costeiras de Pernambuco |
35. Florestas do Interior de Pernambuco | 36. Brejos Nordestinos |
37. Caatinga | 38. Manguezais do Amapá |
39. Manguezais do Pará | 40. Restingas Costeiras do Nordeste |
41. Manguezais da Bahia | 42. Manguezais do Maranhão |
43. Restingas da Costa Atlântica | 44. Manguezais da Ilha Grande |
45. Manguezais do Rio Piranhas | 46. Manguezais do Rio São Francisco |
47. Florestas Secas do Mato Grosso | 48. Florestas Secas do Nordeste |
49. Florestas de Babaçu do Maranhão |
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sábado, 12 de novembro de 2011
A cerca pode fazer diferença na recomposição de áreas de conservação, dizem cientistas, agrônomos e ambientalistas
Especialistas em meio ambiente, em produção agrícola e cientistas são unânimes: com tecnologia, manejo adequado e crédito, é possível equilibrar a produção de alimentos e a conservação ambiental, inclusive com a reparação dos passivos exigida no Código Florestal. Este é o tema central do artigo produzido a várias mãos por algumas das mais importantes consultorias de agro do País, como o Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais – ICONE, Scot e Bürgi Consultoria, e ONGs ambientalistas de renome internacional, como a WWF, a The Nature Conservancy (TNC) e a Solidariedad Network Brasil, junto com a Associação dos Profissionais de Pecuária Sustentável. O artigo, que inaugura a seção Agro e Eco da RedeAgro (www.redeagro.org.br), trata da importância de uma solução simples e tradicional, o cercamento de áreas na propriedade rural, para uma necessidade prioritária do campo na atualidade, o cumprimento do Código Florestal Brasileiro, que está em vias de votação no Senado. A RedeAgro é uma iniciativa de associações, empresas, entidades e ONGs que estudam e promovem a atividade agrícola brasileira, e é coordenada pelo ICONE.

De acordo com o texto, que tem entre seus autores o professor Gerd Sparovek, que atua na área de conservação do solo e planejamento do uso da terra na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), rever a estratégia de manejo das pastagens pode garantir mais eficiência nas fazendas e ainda tornar possível a recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APP), Reservas Legais (RL) e até mesmo a compensação dessas áreas fora da propriedade, com ganhos financeiros e ambientais para o produtor, pela melhoria nos procedimentos de manejo e diversificação de atividade econômica. Segundo as entidades que assinam o artigo, cerca de 80% dos passivos em APPs ocorrem sobre pastagens. Estas, por sua vez, equivalem a 77% das terras em uso pela agropecuária no Brasil, e garantem o posicionamento do país como o primeiro produtor e exportador mundial de carnes.
Os especialistas defendem que, para recompor áreas de florestas em pastagens situadas na Mata Atlântica, no Cerrado e na Floresta Amazônica, tudo o que se precisa é deixar de fazer nelas qualquer tipo de roçagem, química ou mecânica, cercá-las e, em um primeiro momento, colocar nelas o gado bovino. Este comeria o capim tenro, deixando de lado a vegetação mais dura (lenhosa) da mata em restauração, que cresceria sem a competição voraz do capim. Com o crescimento dos arbustos e árvores típicos do bioma, o conseqüente sombreamento do pasto acabaria com o capim. Neste momento, sai de cena o gado, e tem-se uma área de conservação.
O problema, explica André Nassar, coordenador da RedeAgro, é que cercar áreas representa altos custos para o produtor. “A cerca elétrica não sai por menos de R$ 2,6 mil o quilômetro, e a fixa pode chegar a R$ 7 mil por quilômetro. A manutenção fica mais cara também, mais gente e material para aceiros e consertos”, diz Nassar. Embora o resultante ganho de produtividade nas fazendas ajude a pagar em parte esta conta, os consultores alertam para a necessidade de disponibilização de crédito para este fim, preferencialmente, fácil e sem burocracia.
“Mais do que nunca, devemos pensar em soluções para o campo, de maneira a equilibrar o Agro e o Eco. Somos sete bilhões de pessoas no mundo, precisamos de alimentos e de fibras têxteis, mas não podemos descuidar dos nossos recursos naturais. Para produzir mais, utilizando áreas menores, e menos recursos, como a água, são necessários tecnologia e manejo eficiente. Isso tem custo”, diz o coordenador.
Fonte: RedeAgro
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sábado, 5 de novembro de 2011
O Pantanal brasileiro está ameaçado de desaparecer por completo até 2050
Diz a organização alemã Global Nature Fund, que critica o crescimento da monocultura e a construção de usinas na região. Segundo a ONG alemã o crescimento da área plantada com soja e cana-de-açúcar é uma ameaça eminente à existência do Pantanal, que, de acordo com suas previsões, poderá desaparecer em menos de cinco décadas.
O Global Nature Fund (GNF) criticou duramente o governo de Mato Grosso do Sul, que permitiu a construção de usinas para a produção de etanol na região.Segundo Marion Hammerl, presidente do GNF, a produção intensiva de soja e etanol "deve ser proibida" na região, já que contribuem para a destruição do ecossistema através do uso de pesticidas e da poluição dos rios.A instituição declarou o Pantanal como a "região úmida em perigo de 2007", um título que é dado todo ano a uma área ameaçada.Entre as regiões que já receberam esse título no passado estão o lago Vitória, na África, e o lago Chapala, no México.Patrimônio naturalPor causa de sua flora e fauna exuberantes o Pantanal foi considerado Reserva da Biosfera Mundial e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco no ano de 2000.Em dezembro de 2005 a ministra do Meio Ambiente Marina Silva assinou um ato para a constituição do Conselho Gestor da Reserva da Biosfera do Pantanal, que elabora e monitora o plano de ação da reserva. No entanto, ambientalistas dizem que até agora pouco foi feito para preservar a área.Eles criticam também o cancelamento de um contrato do governo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que previa investimentos na preservação do Pantanal.
Fonte: BBC Brasil
O Global Nature Fund (GNF) criticou duramente o governo de Mato Grosso do Sul, que permitiu a construção de usinas para a produção de etanol na região.Segundo Marion Hammerl, presidente do GNF, a produção intensiva de soja e etanol "deve ser proibida" na região, já que contribuem para a destruição do ecossistema através do uso de pesticidas e da poluição dos rios.A instituição declarou o Pantanal como a "região úmida em perigo de 2007", um título que é dado todo ano a uma área ameaçada.Entre as regiões que já receberam esse título no passado estão o lago Vitória, na África, e o lago Chapala, no México.Patrimônio naturalPor causa de sua flora e fauna exuberantes o Pantanal foi considerado Reserva da Biosfera Mundial e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco no ano de 2000.Em dezembro de 2005 a ministra do Meio Ambiente Marina Silva assinou um ato para a constituição do Conselho Gestor da Reserva da Biosfera do Pantanal, que elabora e monitora o plano de ação da reserva. No entanto, ambientalistas dizem que até agora pouco foi feito para preservar a área.Eles criticam também o cancelamento de um contrato do governo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que previa investimentos na preservação do Pantanal.
Fonte: BBC Brasil
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joao paulo Trajano
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Gás metano é transformado em energia elétrica em aterros sanitários
Em 2005, um grupo de pesquisa do Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio), do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP (Universidade de São Paulo) enviou uma proposta ao Ministério de Minas e Energia para testar a capacidade de produção de energia elétrica a partir do lixo. No ano seguinte, eles deram início ao projeto buscando um aterro onde já houvesse o processo de captação de biogás, ou seja, tubulações perfuradas capazes de captar o gás metano emitido pelo lixo. A equipe acbou escolhendo o aterro da cidade de Caieiras, para fazer a pesquisa.

Pesquisadora do Cenbio, Vanessa Pécora Garcilasso explica porque o Aterro Caieiras foi escolhido para abrigar a pesquisa. “Nem todos os aterros tinham esse procedimento. A maioria dos aterros tinha apenas drenos individuais feitos com tubulação de concreto. Além disso, a eficiência de queima também era muito menor. Para a transformação acontecer com bom aproveitamento, a temperatura do gás tem que ser controlada pelo flare. Na maioria dos aterros o índice de transformação era de 20% apenas. Atualmente, no Aterro Caieiras 99% do gás transformado é aproveitado”, explica Vanessa.
O grupo implantou um sistema de 200 kw de potência, em caráter demonstrativo. Como o objetivo era fazer um estudo da tecnologia nacional, eles compraram o motor de maior potência fabricado no Brasil, disponível na época, e fizeram uma derivação da tubulação para alimentar o motor. O biogás entra como combustível e transforma a energia mecânica em energia elétrica acionando um gerador.
“A princípio, como a gente não sabia como utilizar a energia, pensamos em oferecer para a rede da cidade. Mas a quantidade era pouca. Depois, pensamos em utilizar para o consumo do próprio aterro. No entanto, fazer esta ligação de energia demandaria um custo alto e muito tempo. Por isso, resolvemos conectar a um dos sopradores, que tem a função de aspirar o biogás do aterro. Então, o que temos é o gasto de energia com o equipamento anulado” conta Vanessa.
O projeto foi encerrado em dezembro de 2009. Após o término, a equipe do Cenbio treinou os trabalhadores do aterro para operar o sistema. E, embora os resultados finais ainda estejam em análise, a equipe acredita que teve uma resposta positiva. “Apesar do alto investimento de um processo de captação, que demandou aquisição de equipamento, nós temos um tempo de retorno curto. Entre 3 e 5 anos conseguimos ter um resultado. A finalidade da pesquisa foi demonstrar que é possível utilizar a energia do lixo e nós conseguimos. Fica comprovado que os aterros localizados nos interiores dos estados brasileiros podem, sim, investir nesses sistemas, que eles terão retorno”, finaliza Vanessa.
Vista aérea do aterro sanitário de Caieiras
(Foto: Divulgação)
O aterro possui mais ou menos 50 metros de altura. Conforme ele vai crescendo, a tubulação que capta o gás metano tem que ir acompanhando sua altura. Há diversos pontos de captação, todos individuais, que são ligados a uma única tubulação transportadora de gás. Esta é ligada a um equipamento que aspira o metano vindo do aterro. O gás captado é direcionado para ser queimado em um aparelho chamado flare,um cilindro que queima o biogás e transforma o metano em dióxido de carbono (CO2). Isto porque o metano é vinte e uma vezes mais prejudicial ao meio ambiente que o CO2.(Foto: Divulgação)
Pesquisadora do Cenbio, Vanessa Pécora Garcilasso explica porque o Aterro Caieiras foi escolhido para abrigar a pesquisa. “Nem todos os aterros tinham esse procedimento. A maioria dos aterros tinha apenas drenos individuais feitos com tubulação de concreto. Além disso, a eficiência de queima também era muito menor. Para a transformação acontecer com bom aproveitamento, a temperatura do gás tem que ser controlada pelo flare. Na maioria dos aterros o índice de transformação era de 20% apenas. Atualmente, no Aterro Caieiras 99% do gás transformado é aproveitado”, explica Vanessa.
O grupo implantou um sistema de 200 kw de potência, em caráter demonstrativo. Como o objetivo era fazer um estudo da tecnologia nacional, eles compraram o motor de maior potência fabricado no Brasil, disponível na época, e fizeram uma derivação da tubulação para alimentar o motor. O biogás entra como combustível e transforma a energia mecânica em energia elétrica acionando um gerador.
“A princípio, como a gente não sabia como utilizar a energia, pensamos em oferecer para a rede da cidade. Mas a quantidade era pouca. Depois, pensamos em utilizar para o consumo do próprio aterro. No entanto, fazer esta ligação de energia demandaria um custo alto e muito tempo. Por isso, resolvemos conectar a um dos sopradores, que tem a função de aspirar o biogás do aterro. Então, o que temos é o gasto de energia com o equipamento anulado” conta Vanessa.
O projeto foi encerrado em dezembro de 2009. Após o término, a equipe do Cenbio treinou os trabalhadores do aterro para operar o sistema. E, embora os resultados finais ainda estejam em análise, a equipe acredita que teve uma resposta positiva. “Apesar do alto investimento de um processo de captação, que demandou aquisição de equipamento, nós temos um tempo de retorno curto. Entre 3 e 5 anos conseguimos ter um resultado. A finalidade da pesquisa foi demonstrar que é possível utilizar a energia do lixo e nós conseguimos. Fica comprovado que os aterros localizados nos interiores dos estados brasileiros podem, sim, investir nesses sistemas, que eles terão retorno”, finaliza Vanessa.
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joao paulo Trajano
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