sábado, 29 de setembro de 2012

A importância da reciclagem



reciclagemJunto com o aumento da população mundial e com o crescimento da indústria, aumenta também a quantia de resíduos orgânicos e inorgânicos na sociedade. Devido a grande quantia de lixo, reciclar se torna uma atitude cada vez mais  importante para a manutenção da saúde do planeta e das pessoas.

Reciclagem é o nome dado ao processo de reaproveitamento de objetos usados para confecção de novos produtos.

O processo de reciclarem gera riquezas, já que algumas empresas usam o procedimento como uma forma de reduzir os custos e também contribui para a preservação do ambiente. Os materiais mais reciclados são o papel, o plástico, o vidro e o alumínio. A coleta seletiva do lixo e a reciclagem são cada vez mais conhecidas em todo o mundo, uma vez que a reciclagem auxilia a redução da poluição do solo, do ar e da água.

A reciclagem também surge como uma solução para o desemprego no cenário socioeconômico, uma vez que muitos desempregados encontram neste setor uma forma de sustentar suas famílias. No Brasil, existem em grande número de cooperativas de catadores de alumínio e de papel.

O alumínio pode ser reaproveitado totalmente. Ele é derretido e retorna para as linhas de produção das empresas fabricantes de embalagens.

Como as cidades com grande crescimento da população não tem locais para instalar seus depósitos de lixo, a reciclagem é uma solução economicamente viável. Em muitos locais públicos, existem latas disponíveis para realização da coleta seletiva, faltando apenas à conscientização de algumas pessoas para que o processo deslanche de vez.

Na zona rural, ocorre à reciclagem do chamado lixo orgânico que seriam restos de alimentos. Esses “restos” são utilizados para fabricação de adubo orgânico que é utilizado para preparar o solo das plantações.

Ao reciclarem, os seres humanos estão contribuindo para um desenvolvimento sustentável para o planeta.

Alguns materiais inorgânicos levam até 5.000 anos para se decompor.

Veja alguns produtos que você pode reciclar:
Papel: jornais, folhetos, caixas de papelão, revistas e demais embalagens feitas de papel;
Vidro: garrafas, frascos de medicamentos e algumas embalagens de alimentos;
Plástico: garrafas PET, sacos plásticos, embalagens e sacolas dos supermercados;
Metal: latas de alumínio, de aço, tampas, cobre, alumínio, pregos, etc.
Lembre-se: a maioria dos materiais que simplesmente jogamos no lixo pode ser reciclada. Reciclando, você ajuda a preservar e até melhorar o planeta para as gerações futuras, diminuindo a poluição e mantendo os recursos naturais disponíveis.

FONTE:portaldomeioambiente.org

sábado, 1 de setembro de 2012

Plantio direto

O Plantio Direto é um sistema que traz grandes vantagens ao meio ambiente, diminuindo a excessiva movimentação sofrida pelo solo nos sistemas de plantio convencionais. Através desta prática, a semeadura é feita diretamente no solo não preparado, num sulco de largura e profundidade suficientes apenas para cobrir a semente.
Livre de gradagens e arações, o plantio pode ser feito diretamente sobre a palha oriunda da dessecação da resteva da cultura anterior ou da cultura de cobertura plantada. Com isso, obtém-se uma sensível economia de máquinas, combustível e mão-de-obra.
Soluções Roundup de Plantio Direto
Um dos principais motivos de sucesso do Plantio Direto é a conservação do solo. Através da permanência da cobertura morta sobre a superfície da área, o agricultor minimiza os riscos de erosão, evitando que o impacto da chuva ou do vento carregue as partículas de solo. Além disso, a umidade local é preservada por esta cobertura, mantendo um equilíbrio físico-químico de nutrientes às culturas.
A sustentabilidade da agricultura depende, entre outros fatores, do uso de práticas conservacionistas que minimizem a degradação dos solos, reduzindo assim as suas perdas.

Agricultura sustentável, só com plantio direto.

Foi na década de 70 que surgiu a tendência de utilização de métodos conservacionistas de cultivo, que desestimulavam o uso do arado, abrindo portas para o desenvolvimento de novas máquinas, herbicidas e o Sistema de Plantio Direto. Na mesma época surgia Roundup, e com ele era inaugurada uma nova etapa na história da agricultura em todo o mundo, pois assim como o Plantio Direto respeita a natureza contribuindo para um perfeito manejo dos recursos naturais, do solo e da água, a marca Roundup tem um compromisso firmado com a tecnologia, a produtividade da lavoura e a sustentabilidade da terra.

domingo, 19 de agosto de 2012


ONG estimula conservação da palmeira e garante nova fonte de renda a produtores do Vale do Paraíba

Editora Globo
Daniela Coura é uma das criadoras do projeto que já repovoou 110 mil mudas
O meu pai dizia que, se quiséssemos ir embora do campo, nós poderíamos ir, mas que nunca vendêssemos a terra, porque é um ouro que está plantado nela e isso ninguém pode tirar.” O pai de Lourdes Maria dos Santos Alves não imaginava que poderia ganhar dinheiro preservando a floresta, mas tinha razão. As matas de Natividade da Serra, cidade localizada no Vale do Paraíba, a 185 quilômetros de São Paulo, eram valiosas. 


A palmeira-juçara (Euterpe edulis) reinava absoluta naquele marzão verde da Mata Atlântica e era uma das maiores riquezas do lugar. Tanto que palmiteiros invadiram a região em busca do produto que a planta fornecia. Ilegalmente, retiravam o que podiam, levando a espécie a ser considerada ameaçada de extinção. A pecuária que se expandiu ali ajudou a alavancar a economia local, mas, sem muitos cuidados, também contribuiu para encurtar aquela porção de floresta e excluir de vez a palmeira do mapa. 

Editora Globo

Os homens aprendem técnicas de rapel e fazem a coleta, que vai de novembro a janeiro
Certo de que as matas precisavam de proteção, o engenheiro florestal João Paulo Villani fundou, em 2003, a ONG Akarui, com o objetivo de estimular o desenvolvimento ambiental de São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra. Apaixonado pela juçara, começou a pensar em como poderia resgatar a planta na paisagem. Em 2007, ele encontrou a arquiteta Daniela Coura, que andava pela região para fazer um levantamento de quantas palmeiras ainda resistiam na flora do Estado. Juntos, criaram o projeto Semeando Sustentabilidade para fomentar a preservação da juçara. O trabalho se daria com o apoio de agricultores locais que antes permitiam que palmiteiros invadissem suas terras. Mas, se a árvore fosse fonte de renda, sem que para isso precisasse ser cortada, então, talvez, existisse uma chance de unir a conservação da espécie ao desenvolvimento rural. 
Editora Globo

Jorge Wilmers está espalhando as mudas de juçara por São Luiz do Paraitinga (SP)
Dona Lourdes foi a pioneira no projeto. Ela e os dois filhos apostaram na ideia e seguiram da comunidade de Vargem Grande para a vizinha São Luiz do Paraitinga com o propósito de aprender sobre o manejo sustentável. Lá, ouviu que poderia fazer polpa do fruto da juçara, ingrediente que nem imaginava usar na alimentação. Voltou cheia de planos e inspirou mais 16 famílias a manter a planta na floresta e extrair dela apenas os frutos maduros, que lembram até o famoso açaí. “Na época, foi muito difícil. Era começar do zero, e não sabíamos se iria dar certo, mas persistimos. Eu nem acredito que venci essa luta”, conta ela, que também mantém um viveiro na propriedade e, no ano passado, ao lado dos parceiros de projeto, vendeu 25 mil mudas de juçara a R$ 1 cada. 


Da fruta é feita a polpa, vendida a R$ 10 o quilo; rende também a semente, comercializada a R$ 8 o quilo. Daniela, que acabou ficando em São Luiz do Paraitinga, coordena o projeto desde então e vê, literalmente, a juçara dando frutos. “É uma alternativa de vida melhor para os pequenos agricultores do vale”, afirma. A proposta contou com o apoio financeiro de empresas como Fibria e Petrobras, o que possibilitou a doação de cerca de 110 mil mudas, até o momento, para o repovoamento da espécie. Agora, são as famílias viveiristas que fornecem as mudas para a Akarui. A ONG compra o material dos agricultores da região, fomentando um ciclo econômico. 



Editora Globo
O fruto rende uma polpa de cor roxa que garante diversas receitas
Daniela explica, sem entregar o ouro ao ladrão, que em Natividade da Serra ainda é possível encontrar a juçara mata adentro. O ciclo produtivo da planta vai de novembro a janeiro. Os homens, que aprenderam técnicas de rapel, sobem na palmeira para fazer a coleta e as mulheres fazem o beneficiamento. Por iniciativa de dona Lourdes, o alimento entrou até na merenda escolar e rende sucos e bolos que a molecada já não vive sem. No ano passado, 1 tonelada de polpa foi comercializada. O projeto rendeu também a construção de uma cozinha, pronta em março deste ano, que aguarda apenas a licença da prefeitura para operar e ajudar a ampliar a produção. Agricultoras como Santina Caetano Ribeiro não veem a hora chegar e já foram até bater na porta do prefeito para agilizar o processo. “Isso muda tudo para nós, pois, além da polpa, vamos poder fazer também doces com as frutíferas da região e comercializar em uma feira de produtos locais. É uma oportunidade e tanto”, comemora. 


Em São Luiz do Paraitinga, restou apenas uma palmeira na beira da estrada para fazer conta. 

Editora Globo

Dona Lourdes foi uma das pioneiras do projeto em Natividade da Serra (SP)
Lá, as mudas começaram a se espalhar pelas mãos do hoje diretor da Akarui, Jorge Wilmers Martins. Ele e a esposa, Ângela Beatriz de Azevedo César, se encontraram na cidade após passarem oito anos na Inglaterra. De volta, ficaram com a juçara. É com ela e com a produção de granola que Jorge mantém a vida prazerosa no campo. “Vivemos com um pé na granola e outro no viveiro”, conta, animado com as 5 mil mudas que já vendeu até o momento.
Editora Globo

Fonte :Revista Globo Rural