quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Integração pecuária-floresta pode aumentar renda do produtor em oito vezes

 A incorporação da silvicultura a pecuária, em um sistema integrado de produção pode proporcionar um aumento de renda ao criador de até 784% (oito vezes) em um período médio de tempo. É o que apontou o engenheiro florestal da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Omar Daniel, na palestra "Viabilidade de Produção de Madeira em Sistemas Agroflorestais", no Showtec, que está sendo promovido em Maracaju, a 162 quilômetros de Campo Grande, pela Fundação MS.

Segundo Daniel, em um período de tempo de 12 anos, em uma propriedade totalmente dedicada a pecuária tradicional, em que foi feita uma reforma de pastagem e onde a engorda e venda de animais ocorre a cada dois anos, a receita bruta do produtor ao final deste intervalo de tempo será de R$ 3.371 por hectare, o que representa a média de R$ 277 por hectare/ano.

Já com a utilização do sistema integrado, com o plantio de 755 árvores (eucalipto) por hectare, nesta mesma área, promovendo o consórcio da silvicultura com a pecuária, e com 65% da produção florestal sendo destinada a geração de energia (carvão vegetal) e apenas 35% a serraria, também em um ciclo de 12 anos, a rentabilidade chega a R$ 29.404 por hectare, o equivalente a R$ 2.450 por hectare/ano.

Além do aumento de renda, Daniel aponta como outras vantagens a utilização do sistema integrado a inclusão de mais um produto em uma mesma área, estabilidade da produção global ao longo do tempo, distribuição de renda ao longo do tempo e aumento da biodieversidade. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Embrapa lança sistema para consulta sobre solos tropicais na internet





Embrapa lança sistema para consulta sobre solos tropicais na internet 

 

A Embrapa Solos (RJ) lançou a Árvore do Conhecimento Solos Tropicais 
Agora, produtores, técnicos e a outros interessados terão, via internet, informações sobre todos os tipos de solo que ocorrem no Brasil, nos seus níveis mais detalhados, gerando informações para o uso e manejo correto do solo, até prevenção da erosão. 

A iniciativa faz parte da Agência de Informação Embrapa (AIE), que funciona como uma ampla vitrine virtual para disponibilizar, via web, as informações geradas pelos centros de pesquisas da Embrapa, em linguagem acessível ao público em geral.
A Agência disponibiliza, atualmente, 27 árvores do conhecimento sobre cultivo, três sobre criações e outras oito temáticas. Além de informações técnicas validadas pela pesquisa, a AIE também oferece informações complementares em forma de arquivos em PDF, vídeos e áudios.


Fonte:CNA/Senar.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Banco de imagens de diversas culturas agrícolas está disponível para pesquisa


O Clube Phytus, recentemente lançado pelo Instituto 
Phytus, disponibiliza uma gama de materiais para consulta 
sobre pesquisas agronômicas
Além dos vídeos, palestras, apresentações, informes técnicos, gráficos e tabelas, também está livre para consulta e utilização um vasto banco de imagens 

São quase 400 imagens disponíveis gratuitamente, sendo os destaques as culturas da soja, trigo, milho, arroz e feijão. Além dessas, o internauta pode encontrar algumas imagens de hortícolas, frutíferas e plantas ornamentais, entre outras. As imagens podem ser utilizadas por consultores, agrônomos e produtores para identificação de pragas e doenças na lavoura, bem como por jornalistas e veículos de comunicação especializados. 

Essa é mais uma fonte de informações segura para aqueles que vivenciam o mundo do agronegócio. A equipe de pesquisadores e consultores do Instituto Phytus está constantemente atualizando os conteúdos do portal e o banco de imagens. 

O acesso ao www.clubephytus.com é gratuito, basta realizar um breve cadastro. O portal tem como objetivo transformar conhecimentos desenvolvidos pela equipe de pesquisa nas Estações Experimentais de Itaara/RS e Planaltina/DF em resultados para o produtor no campo.
 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Taxa de desmatamento da Amazônia é a menor já registrada


Expansão da área desmatada na região caiu de 6,4 mil para 4,6 mil quilômetros quadrados por ano

por Agência Brasil
João Marcos Rosa












          A derrubada ilegal de árvores na Amazônia Legal atingiu a menor taxa anual de desmatamento desde que a região começou a ser monitorada pelo governo, em 1988. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (26/11) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a expansão da área desmatada caiu de 6,4 mil quilômetros quadrados para 4,6 mil quilômetros quadrados por ano. 

Os resultados se referem ao período de agosto de 2011 a julho deste ano comparado aos 12 meses anteriores. “É a menor taxa de desmatamento da história. Tem o grande marco que é jogar o desmatamento abaixo dos 5 mil quilômetros quadrados”, comemorou a ministra. "Ouso dizer que esta é a única boa noticia ambiental que o planeta teve este ano do ponto de vista de mudanças do clima. Em relação aos compromissos de metas voluntárias de redução de emissões estamos bastante avançados”, acrescentou. 

A meta voluntária definida pelo governo brasileiro é reduzir a expansão anual da área de desmatamento ilegal da Amazônia para 3,9 mil quilômetros quadrados até 2020. Com o novo índice, fica falando apenas redução de 4% para que a área ambiental atinja a meta, oito anos antes do prazo. A redução da área registrada por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) representa queda de 27% da área degradada por madeireiros ilegais, na comparação com o mesmo período anterior. O intervalo desses 12 meses é consolidado anualmente no Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Inpe. 

Os dados mostram que o desmatamento aumentou apenas em três estados. Em Tocantins, a derrubada ilegal de árvores aumentou 33%, chegando a 53 quilômetros quadrados por ano. No Amazonas, a degradação aumentou 29%, chegando a 646 quilômetros quadrados e, no Acre, a ação dos infratores avançou 10% na região, atingindo 308 quilômetros quadrados. 

De acordo com a ministra, embora não tenham sido identificadas todas as causas da elevação do desmatamento nesses estados, no Tocantins o problema está associado ao Cerrado Amazônico, que permite reserva legal de 35%. “Como os estados ainda não tornam disponíveis as informações do que é legal e do que é ilegal, não conseguimos identificar quanto do aumento desse desmatamento está associado a incremento de infraestrutura e de supressões legais”, informou. 

No Amazonas, segundo Izabella Teixeira, ainda existe forte pressão de migração em torno da BR-317, na região de Apuí, onde existem denúncias de grilagem de terra. Conforme a ministra, a região está sendo monitorada. Com relação ao Acre, disse que não há informações. O Pará continua sendo o mais atingido pelos criminosos. A área de desmatamento ilegal no estado é a maior da região, chegando a quase 1,7 mil quilômetros quadrados. Ainda assim, na comparação entre os períodos de 12 meses, o desmatamento foi reduzido em 44%. 

Segundo Izabella Teixeira, a partir do ano que vem, a fiscalização será feita eletronicamente. Ao apresentar um novo aparelho que será utilizado pelos agentes ambientais, a ministra destacou que as operações ambientais vão entrar em um novo patamar a partir do ano que vem. “À medida que reduzimos o desmatamento, o desafio cresce. A partir de 2013, as ações serão marcadas por uma nova visão de operar tecnologia e planejamento estratégico e inteligência do monitoramento da Amazônia. Os modelos estão sendo revistos e nosso objetivo é acabar com a ilegalidade do desmatamento na Amazônia”, disse. 

O novo projeto, que vai garantir precisão aos dados, custou R$ 15 milhões aos cofres públicos. As equipes de fiscais ainda estão sendo capacitadas para usar os aparelhos eletrônicos de infração e, segundo Izabella Teixeira, a partir de janeiro do ano que vem todas as equipes federais distribuídas no país terão um aparelho com tecnologia similar a de um celular, ligado diretamente a um banco de dados.