segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Taxa de desmatamento da Amazônia é a menor já registrada


Expansão da área desmatada na região caiu de 6,4 mil para 4,6 mil quilômetros quadrados por ano

por Agência Brasil
João Marcos Rosa












          A derrubada ilegal de árvores na Amazônia Legal atingiu a menor taxa anual de desmatamento desde que a região começou a ser monitorada pelo governo, em 1988. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (26/11) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a expansão da área desmatada caiu de 6,4 mil quilômetros quadrados para 4,6 mil quilômetros quadrados por ano. 

Os resultados se referem ao período de agosto de 2011 a julho deste ano comparado aos 12 meses anteriores. “É a menor taxa de desmatamento da história. Tem o grande marco que é jogar o desmatamento abaixo dos 5 mil quilômetros quadrados”, comemorou a ministra. "Ouso dizer que esta é a única boa noticia ambiental que o planeta teve este ano do ponto de vista de mudanças do clima. Em relação aos compromissos de metas voluntárias de redução de emissões estamos bastante avançados”, acrescentou. 

A meta voluntária definida pelo governo brasileiro é reduzir a expansão anual da área de desmatamento ilegal da Amazônia para 3,9 mil quilômetros quadrados até 2020. Com o novo índice, fica falando apenas redução de 4% para que a área ambiental atinja a meta, oito anos antes do prazo. A redução da área registrada por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) representa queda de 27% da área degradada por madeireiros ilegais, na comparação com o mesmo período anterior. O intervalo desses 12 meses é consolidado anualmente no Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Inpe. 

Os dados mostram que o desmatamento aumentou apenas em três estados. Em Tocantins, a derrubada ilegal de árvores aumentou 33%, chegando a 53 quilômetros quadrados por ano. No Amazonas, a degradação aumentou 29%, chegando a 646 quilômetros quadrados e, no Acre, a ação dos infratores avançou 10% na região, atingindo 308 quilômetros quadrados. 

De acordo com a ministra, embora não tenham sido identificadas todas as causas da elevação do desmatamento nesses estados, no Tocantins o problema está associado ao Cerrado Amazônico, que permite reserva legal de 35%. “Como os estados ainda não tornam disponíveis as informações do que é legal e do que é ilegal, não conseguimos identificar quanto do aumento desse desmatamento está associado a incremento de infraestrutura e de supressões legais”, informou. 

No Amazonas, segundo Izabella Teixeira, ainda existe forte pressão de migração em torno da BR-317, na região de Apuí, onde existem denúncias de grilagem de terra. Conforme a ministra, a região está sendo monitorada. Com relação ao Acre, disse que não há informações. O Pará continua sendo o mais atingido pelos criminosos. A área de desmatamento ilegal no estado é a maior da região, chegando a quase 1,7 mil quilômetros quadrados. Ainda assim, na comparação entre os períodos de 12 meses, o desmatamento foi reduzido em 44%. 

Segundo Izabella Teixeira, a partir do ano que vem, a fiscalização será feita eletronicamente. Ao apresentar um novo aparelho que será utilizado pelos agentes ambientais, a ministra destacou que as operações ambientais vão entrar em um novo patamar a partir do ano que vem. “À medida que reduzimos o desmatamento, o desafio cresce. A partir de 2013, as ações serão marcadas por uma nova visão de operar tecnologia e planejamento estratégico e inteligência do monitoramento da Amazônia. Os modelos estão sendo revistos e nosso objetivo é acabar com a ilegalidade do desmatamento na Amazônia”, disse. 

O novo projeto, que vai garantir precisão aos dados, custou R$ 15 milhões aos cofres públicos. As equipes de fiscais ainda estão sendo capacitadas para usar os aparelhos eletrônicos de infração e, segundo Izabella Teixeira, a partir de janeiro do ano que vem todas as equipes federais distribuídas no país terão um aparelho com tecnologia similar a de um celular, ligado diretamente a um banco de dados. 

domingo, 18 de novembro de 2012

Investimentos minimizam efeitos da seca no Semiárido


Apesar da avaliação positiva, a partir deste mês, a situação tende a ficar mais grave devido o baixo volume de chuvas nos últimos meses


Enrico Fantoni
Parte dos animais, base econômica de muitas famílias, foi   perdida













Os investimentos feitos no Semiárido nordestinominimizaram fortemente os efeitos da seca, proporcionando melhores condições aos moradores, que enfrentem uma das mais graves estiagens dos últimos 30 anos, diz Antônio Gomes Barbosa, coordenador do Programa Uma Terra e Duas Águas, da rede de organizações Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA). 

“Nos últimos dez anos passamos por um processo deconstrução de cisternas. Hoje há quase 700 mil no Semiárido, onde as famílias podem guardar água de qualidade. Por isso, a pressão [dos efeitos da seca] é menor”, explicou. 

Apesar da avaliação positiva, Barbosa reconhece que, a partir deste mês, a situação tende a ficar mais grave. As chuvas típicas dos meses de abril e maio ficaram abaixo dos níveis esperados. Pelas previsões do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a chuva pode ficar aquém do previsto na última semana de novembro. A previsão é que chova em janeiro, em algumas cidades e abaixo do volume necessário para reverter o cenário. 

“A seca deve castigar a região em 2013”, avaliou Barbosa, alertando que as águas estocadas em 2011 acabaram em alguns municípios. O problema, segundo ele, não está limitado às zonas rurais. “Várias famílias abandonaram casas e roças e foram para as cidades. Parte dos animais, base econômica de muitas famílias, foi perdida. Cidades relativamente grandes são abastecidas exclusivamente por carros pipas”, contou. 

Mais de 39 mil moradores de São José do Egito, no sertão pernambucano, não tem qualquer fonte de água há um mês. A população depende da água trazida de outras regiões para sobreviver e alimentar os animais. 

Segundo Barbosa, o governo não se preparou para a estiagem, apesar de as organizações alertarem sobre a possibilidade de agravamento. “Agora temos que ter medidas emergenciais para garantir comida e água de qualidade para as pessoas e para os animais. Não tem outra fórmula, mas isto não tem sido feito. Muita água aque seria distribuída não chega às famílias por falta de estrutura e porque alguns governos demoram até três meses para pagar os caminhões”, disse. 

Para o coordenador da ASA, o problema da seca no Semiárido “não é um problema da natureza, mas um problema político”. Barbosa defende a ampliação de investimentos em infraestrutura hídrica que possibilitariam o convívio das populações com a seca característica do Semiárido. 

“É preciso construir cisternas, barragens subterrâneasarmazéns para alimentos e casas de semente. Se tivesse estrutura, a seca teria passado despercebida. Construir a infraestrutura hídrica necessária é barato. Construir 1 milhão de cisternas é garantir água para todos ao custo de um quarto do que está sendo investido na transposição do Rio São Francisco”, defendeu. 

Pelas contas da rede de organizações sociais, a construção de cisternas representaria investimento de R$ 2 bilhões. Somando todas as estruturas necessárias para a região, o valor chegaria a R$ 11 bilhões, que iriam assegurar, segundo Barbosa, melhores condições para a população enfrentar a próxima estiagem

“É valor baixo se considerar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que é de R$ 19 bilhões. Metade dos agricultores familiares está no Nordeste. Não se pode pensar em agricultura familiar no Semiárido apenas com custeio, precisa ter investimento”. 

Mais de 10 milhões de pessoas foram afetadas pela seca deste ano, segundo levantamento do Ministério da Integração Nacional. A estiagem, apontada como a mais grave das últimas três décadas, atingiu pelo menos dez estados brasileiros. No Semiárido nordestino, 1,3 mil municípios estão em situação de emergência. 

O governo anunciou investimentos de R$ 1,8 bilhão para a construção e ampliação de barragens, adutoras, sistemas de abastecimento e em outras obras para aumentar a oferta de água no Nordeste e no norte de Minas Gerais. 

Os recursos serão usados para financiar 77 projetos em municípios do Semiárido que tiveram decretada situação de emergência reconhecida pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. As obras serão indicadas pelos governos estaduais e terão prazo de um ano e meio para conclusão da primeira etapa.

Fonte: Globorural.com

domingo, 11 de novembro de 2012

Imagens de lugares imprecionantes


A Majestade Of The Mountain Dalsnibba, Noruega


Dolomitas no Tirol do Sul, Itália


Hamilton Piscina, perto de Austin, TX


Parque Nacional Joshua Tree


Cabo San Lucas, México


Wineglass Bay, Tasmânia


Maroon Bells, Colorado


Monument Valley; Navajo Tribal Park, Arizona


Penhascos de Moher, Condado de Clare, Irlanda


Mount Hood, Oregon no crepúsculo no outono


Lago Magogue em MT. Assiniboine Provincial Park, British Colombia


Luoping, província de Yunnan, China


Cair no rio Snake, Wyoming


Pôr do sol no Vale - Sem Localização


Blyznytsya Montanhas, Ucrânia


Os Doze Apóstolos ao longo da Great Ocean Road, na Austrália


Walmea Canyon, Kauai


Os Campos impressionante de Tibet


O Flatirons esta manhã ao nascer do sol. Boulder, Colorado


Um por do sol deslumbrante no deserto de Gobi

sábado, 3 de novembro de 2012

Expedição chega ao ‘berço’ da soja no Estado de Mato Grosso

Equipe tem encontrado alguns problemas nas lavouras mato-grossenses como a seca em Sapezal


Embrapa/Divulgação
Veranico e estiagem comprometem a safra de soja plantada      em algumas regiões de Mato Grosso








No sexto dia da Expedição Soja Brasil, a equipe visita nesta sexta-feira (2/11) o município de Diamantino (MT). Depois de passar por Vilhena (RO), Campos de Júlio, Sapezal e Campo Novo do Parecis – em Mato Grosso – os técnicos que formam a equipe vistoriam as lavouras da região Centro-Sul do Estado, considerada o berço da soja em Mato Grosso. 

Uma das áreas visitadas e que traz motivos de preocupação é no município de Sapezal na região oeste. A falta de chuvas coloca os produtores em alerta, e a previsão é de que sejam cultivados um milhão de hectares de soja nesta safra. Porém, a preocupação vai além da estiagem e do atraso no plantio. Em algumas lavouras, ao veranico comprometeu o desenvolvimento das plantas e já deve provocar prejuízos aos agricultores

Na fazenda do produtor Valcir Scariote, a chuva não aparece há 22 dias. O plantio foi interrompido, mas ainda falta cultivar mais de 70% da área. O agricultor está apreensivo com o cronograma, mas sua maior preocupação é com as condições das plantas semeadas. “Em um stand de 16 plantas várias morreram por causa da broca e da queima do sol”, diz o produtor. 

O ataque das lagartas do solo e o impacto do calor causaram estragos. Segundo Scariote, o prejuízo deve chegar a 15% nas áreas atingidas. 

A expedição seguirá neste final de semana por Nova MutumLucas do Rio Verde e Tapurah. Na próxima semana a região Médio-Norte será o foco dos técnicos da Embrapa, Aprosoja Mato Grosso, Aprosoja Brasil, além do Senar-MT


Fonte:Globorural.com